Este post é sobre o cineasta Akira Kurosawa, de quem sou admiradora, e sempre que surge uma oportunidade assisto a seus filmes.
A sua história começa com uma família bem abastada descendente de samurais, e ele sendo o caçula de 4 irmãos e 3 irmãs. Seu pai por ser diretor de uma escola secundária, o levou a assistir vários filmes ocidentais que na época estavam sendo introduzidos no Japão.
Sempre teve envolvimento com a arte de modo geral, tentou ser pintor, mas por questões financeiras não pode dar continuidade. Por outro lado, sempre que podia pintava os seus story boards de seus filmes. Mas a grande influência pelo gosto de cinema foi seu irmão mais velho Heigo, que na época trabalhava como narrador dos filmes. Entretanto com o surgimento do cinema falado, sua profissão se tornou obsoleta. E então deprimido aos 22 anos de idade, se suicidou.
O que causou uma tristeza profunda em Akira Kurosawa, que levou anos para ser superada, então em meados de 1936 viu um anúncio de assistente de diretor e desde então tem nos presenteado, com obras muitas vezes inspiradas em literatura, e até mesmo o cotidiano.
Seu primeiro trabalho foi Sugata Sanshiro (1943) e o último foi "Depois da Chuva" (Ame agaru) (1999) concretizado postumamente por Takashi Koizumi, seu discípulo. Foi o introdutor do gênero samurai no cinema, com temas como a honra acima de tudo. Sofrendo de fadiga mental em 1971, tentou frustradamente suicidar-se cortando os pulsos por mais de trinta vezes. Em 1985, o Festival de Cinema de Cannes homenageou-o pelo seu filme "Ran" do qual ele mesmo dizia que era a "obra de sua vida". "Ran" foi baseado em adaptações do livro Rei Lear de William Shakespeare. Kurosawa também adaptou obras do russo Dostoiévski. Muitos de seus filmes tiveram refilmagem na Europa e EUA.










